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28.07.2014. Lingüista de Sorocaba faz novo artigo

 (*) Equipe VIVAcidade

Sorocaba - Em Sorocaba, o historiador e lingüista Sílvio Vieira de Andrade Filho escreveu o terceiro artigo da série "Gramática Tradicional x Lingüística".

Os primeiros dois artigos de 1996 e que até hoje continuam atuais foram publicados no mês de abril no site VIVAcidade (Clique Aqui). Nos três artigos, o autor faz um estudo comparativo entre a Gramática Tradicional e a Lingüística através de exemplos da língua portuguesa. Ele afirmou que, com estes artigos científicos, pretende divulgar os atuais estudos lingüísticos.

Os artigos também estão disponíveis no site do autor www.cafundo.site.br.com (Clique Aqui) na parte referente à segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (2009), que representa a sua tese de Doutorado no Departamento de Lingüística da Universidade de São Paulo (USP).

O referido site do autor também traz ao público o resumo de seus outros livros ("Guareí" e "Itapetininga"), suas atividades, lançamentos, outros artigos, contato com o autor, reportagens na imprensa que foram feitas com ele, etc.

Confira aqui o terceiro artigo na íntegra:

Gramática Tradicional x Lingüística - III

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho

Através dos enunciados em língua portuguesa numerados na lista exemplificativa no final deste artigo, pretendo fazer um estudo comparativo entre a Gramática Tradicional (= GT) e a Gramática Gerativo-Transformacional (= GGT).

A GT possui muitos adeptos que não contribuem em nada para a evolução científica dentre os quais estão os que ignoram a GGT como autoridades governamentais e os movidos por interesses econômicos. A GT tem este nome porque vem da tradição gramatical dos gregos que foi depois assimilada pelos romanos que a propagaram para a Europa Ocidental. Ao contrário da GGT, a GT valoriza a língua escrita e as noções de certo e errado, tem uma nomenclatura que, na maioria das vezes, não diz nada do fato descrito e não consegue fazer ciência, pois está mesclada com arte através de exemplos literários.

Os estudos lingüísticos de modo científico surgiram somente no século 19 com o Estruturalismo, mas foi com Noam Chomsky a partir de 1957 que tomaram grande impulso, ganhando muitos seguidores no mundo com a sua GGT. Ele afirma que toda criança de qualquer parte do mundo já nasce com a faculdade da linguagem. Aos 18 meses, uma região de seu cérebro especializada em linguagem já está com prontidão para ela começar a desenvolver a linguagem que faz parte de seu processo cognitivo. Basta que ela esteja exposta à língua falada de sua comunidade para começar a aprendê-la. Isto quer dizer que ela nem precisa ir à escola para aprender a falar a língua de seu meio. Assim, a criança já nasce com os constituintes frasais de todas as línguas do mundo. Ela então vai escolher só aqueles que servem para a língua que ela está aprendendo e que são poucos, fato que facilita a aprendizagem. Com estes constituintes finitos, a criança é capaz de gerar ou entender infinitas frases inclusive as que nunca foram geradas antes. Portanto, estes constituintes são naturais, inatos e anteriores às regras artificiais da GT. Assim, com poucos anos, a criança, se for brasileira, já é capaz de saber intuitivamente que (10) é agramatical, isto é, que não está de acordo com os constituintes inatos de sua língua. Por outro lado, ela sabe que (11) é gramatical. Usuária de sua língua oral há algum tempo, ela então vai à escola e aí algo terrível a espera: a GT que vai deixá-la confusa por não operar com lógica e nem com constituintes naturais com as quais ela já estava acostumada. A palavra gerativo provém dos fatos expostos anteriormente e a palavra transformacional diz respeito às transformações ocorridas durante a passagem da estrutura profunda para a superficial por ocasião da descrição lingüística própria da GGT.

A GT afirma que o enunciado da placa comercial de (1) tem o sentido de (2) e, pelo sentido de (2), chega à conclusão de que o grifo de (1) é “partícula apassivadora”. É bastante ilógico analisar um componente de um enunciado através de outro como faz a GT. A análise de (1) deve ser feita em (1) mesmo. Para a GGT, a última palavra de (1) é mero complemento da primeira e o grifo significa alguém. A confusão da GT reside no fato de (1) ter complemento, o que lhe dá a oportunidade de fazer equivocadamente a referida afirmação. E quando o enunciado não tem complemento, caso de (3)? Para a GGT, a análise de (3) é a mesma de (1). Na análise de (3), a GGT concorda com a GT que, neste caso, não se equivoca. Portanto, a GT tem duas análises diferentes para enunciados que são iguais para a GGT. A GGT é totalmente lógica e tem a tendência de reduzir os fatos lingüísticos, diferentemente da GT que possui enorme desejo classificatório, o que lhe confere falsa erudição, caindo sempre no ditado contido em (12). Baseando-se no sentido de (2), a GT afirma que (1) está errado e que o certo é (4). Já a GGT não trabalha com os conceitos de certo e errado e sim com os fatos tais como se apresentam na realidade oral. Apesar das imposições da GT, os usuários da língua portuguesa vão continuar com (1) que tem muito mais naturalidade e lógica que (4).

O enunciado (8) é considerado duplamente errado pela GT que acha que o falante deve usar (9). As razões apresentadas já são aquelas velhas conhecidas. Numa festa junina, o falante que mora na zona rural fala espontaneamente (8) no seu próprio registro. Os moradores do referido local ouvem e não estranham (8) por serem dotados do mesmo registro. Neste contexto, se um visitante da referida festa falar (9), poderá ser criticado por um falante de (8). Portanto, a crítica ao falante de (9) pode partir de usuários do registro contido em (8). O conflito de registros é uma realidade. A palavra grifada iniciando o enunciado como está em (8) é muito freqüente, mesmo que não seja do agrado da GT. Devemos ressaltar também que, em (8), o plural está marcado só no número. Já em (9), o plural está nas duas últimas palavras, o que causa redundância.

As mesmas imposições da GT acompanhadas daquela nomenclatura já comentada estão em (5), (6) e (7). Se a linguagem nasceu para a simples comunicação entre as pessoas, como que a GT pode ter a ousadia de impor-lhes tais enunciados?

Lista exemplificativa de enunciados

(1) Vende-se casas
(2) Casas são vendidas
(3) Dançou-se a noite toda
(4) Vendem-se casas
(5) Prefiro arroz ao feijão
(6) Obedeço aos pais
(7) Assisto ao jogo
(8) Me passe três quentão
(9) Passe-me três quentões
(10) Foi João Tóquio a
(11) João foi a Tóquio
(12) Para que vamos simplificar, se podemos complicar?

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado “Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português” e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site do autor www.cafundo.site.br.com.

(*) Equipe VIVAcidade - 28.07.2014

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