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OAB-SP - Abaixo Assinado Eletrônico
 
03.04.2014. Artigos de lingüista continuam atuais

 (*) Equipe VIVAcidade

Sorocaba - O lingüista e historiador Sílvio Vieira de Andrade Filho, de Sorocaba, publicou dois artigos em 1996 que até hoje continuam atuais. Estes artigos são sobre a língua portuguesa sob o ângulo da Gramática Tradicional e da Lingüística.

Os artigos também estão disponíveis no site do autor (Clique Aqui) na parte referente à segunda edição do livro "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores" (2009), que representa a sua tese de Doutorado no Departamento de Lingüística da Universidade de São Paulo (USP).

O referido site também traz ao leitor o resumo de seus outros livros ("Guareí" e "Itapetininga"), suas atividades, lançamentos, outros artigos, contato com o autor, reportagens na imprensa que foram feitas com ele, etc.

Confira aqui os dois artigos na íntegra:

Gramática Tradicional x Lingüística - I

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho

Através das palavras e dos enunciados numerados da lista exemplificativa no final deste artigo, pretendemos fazer uma reflexão envolvendo os estudos antigos e recentes sobre a língua portuguesa.

A palavra grifada de (1) é chamada pela gramática tradicional de artigo definido. Por quê? Seus seguidores afirmam que a palavra grifada é capaz de definir o nome ao lado. Acontece que o ouvinte pode fazer a pergunta contida em (2), comprometendo seriamente a explicação tradicional. Mesmo que a explicação tradicional estivesse perfeita, teríamos outro problema. Se usarmos o raciocínio contido em (3), somos forçados a reconhecer a imprecisão da terminologia tradicionalista. Além disto, a observação de (4) leva-nos à conclusão de que a nomenclatura tradicional em foco serve para o nome de (1) e não para a palavra grifada de (1).

A gramática tradicional (= GT) chama o grifo de (5) de objeto indireto. A primeira explicação da GT é esta: o grifo é o complemento do verbo que tem preposição. Notamos uma distância enorme entre a nomenclatura tradicional e o que esta quer dizer. A nomenclatura que vai direto ao assunto poderia ser esta: complemento verbal em conformidade com o que a própria GT chama de complemento nominal. A segunda explicação tradicional é esta: o nome da expressão grifada é o alvo da ação verbal de maneira indireta. Mas como, se o candidato fala diretamente?

Em (6), notamos nova inadequação terminológica. Aqui, para usarmos a própria nomenclatura da GT, temos um caso de sujeito inexistente. Esta, porém, não usa para (6) tal terminologia, pois não leva em consideração o lado semântico dos enunciados. Daí as falhas terminológicas em todos os enunciados até agora vistos.

A GT, adotando o critério do certo e errado condena enunciados como (7), argumentando que não se pode iniciar enunciados com palavras como a grifada. Negar enunciados como o (7) é fugir da realidade, é negar o óbvio. Para a Lingüística, que não adota tal critério, o que interessa para a análise é o que se ouve realmente. Assim, (7) representa a realidade, ao passo que (8) e (9) são meras invenções, meras fugas dos gramáticos tradicionais. Se baseássemos nossa tese de Doutorado no critério falso da GT, jamais iríamos realizar o estudo da "cupópia", a fala do Cafundó que tem enunciados como (10) onde não existe concordância verbal.

O enunciado (11) tem por estrutura mental (12). O ato da fala (11) ocorre graças a uma operação mental (12) que está na cabeça tanto do falante como na do ouvinte. Tem que estar na cabeça dos dois para haver comunicação. Daí a Lingüística Gerativo-Transformacional trabalhar em sua análise com duas estruturas: uma mental e outra superficial. Daí a Lingüística estar ligada à Psicologia (Psicolingüística). Daí a Lingüística fazer parte das ciências humanas. É uma ciência apoiando-se em outra ciência e não como faz a GT que, ao descrever o registro alto, se apóia em exemplos de escritores e poetas. A GT quer fazer ciência e mistura ciência com arte. Ciência e arte são impossíveis de misturar do mesmo jeito que o óleo e a água. Não temos nada contra os literatos. Assim como alguém pode pegar um pedaço de madeira e fazer uma escultura, o literato pega palavras e faz uma obra literária. Ele então está fazendo arte. Está trabalhando a palavra de modo artístico. E muitos trabalham muito bem. Somos contra a GT que mistura ciência com arte. Somos contra a GT que cita um escritor que usa (8) e que condena (7). Somos contra a GT que desconhece a fala oral (7).

E o que dizer da Ortografia? Trata-se de mera convenção entre os homens. Em português (13) tem "h", mas a mesma palavra em italiano não tem (14). Sendo convenção, uma língua usa o "h" e outra não. Sendo convenção, as formas podem sofrer alterações periódicas. Sempre estamos ouvindo o barulho de que alguma coisa vai mudar do mesmo jeito que já mudou no passado. Assim, a palavra de (15) já foi outrora escrita do jeito que está em (16). Por ser convenção, a ortografia nada tem a ver com os estudos lingüísticos. A nossa ortografia nem sempre é coerente. Ela manda escrever (17) com "h", grafema sem nenhum valor fonético, mas manda que (18) seja escrito sem este. Isto ocorre porque estamos diante de mera convenção. As regras ortográficas não são regras naturais, duradouras, imutáveis, brotadas da própria estrutura da língua e sim regras artificiais cheias de exceções inventadas pelo homem que, desejoso de estardalhaços periódicos, quer novamente mudá-las, chegando até a piorá-las com tantas incoerências. No referente à acentuação gráfica, devemos lembrar que a língua inglesa não usa acentos.

Os estudos lingüísticos buscam a verdade através de idéias claras e lógicas. A nossa vida mental só funciona bem com coisas claras e lógicas. Por esta razão, os estudos lingüísticos não cometem as incoerências da GT que a deixam difícil de entender e anti-científica. Se predominassem no Brasil, os estudos lingüísticos facilitariam os concursos públicos e os vestibulares.

Como podemos perceber, os estudos da linguagem evoluíram como toda ciência. Será que há interesses econômicos que, de modo consciente, impedem a evolução científica, seguindo a filosofia contida em (19) e, desta maneira, atrapalhando a vida dos que estão envolvidos na língua portuguesa ativa ou passivamente através da perpetuação do antigo que não requer nenhum esforço para ter continuidade?

Alguns professores afirmam que seguem rigorosamente o conteúdo tradicional dos livros didáticos. O que está no livro tem para eles força de lei. Por outro lado, elementos ligados ao setor editorial alegam que tal conteúdo representa fielmente o desejo dos professores e tem a aprovação dos órgãos educacionais. Alegam também que uma suposta obra cientificamente atualizada sem a devida aprovação dos referidos órgãos, com certeza, só traria prejuízos. Estamos diante de um círculo vicioso muito difícil de ser rompido.

Do ponto de vista estritamente pedagógico, se o objetivo é o desenvolvimento da capacidade expressiva por parte dos discentes, nenhum modelo teórico é válido mesmo que moderno.

Lista de palavras e enunciados

(1) Pegue o caderno para mim
(2) Que caderno?
(3) Quem dirige é diretor, quem compra é comprador, quem consome é consumidor. Portanto, quem define é definidor.
(4) A blusa foi comprada pelo comprador.
Portanto, o nome é definido pelo definidor.
(5) O candidato fala diretamente ao povo
(6) Ninguém foi à festa
(7) Me dá um dinheiro aí
(8) Dá-me um dinheiro aí
(9) Dir-te-ei a verdade
(10) As anguta cuendô
As mulher chegou (tradução literal)
(11) Lembranças aos seus
(12) Dê você lembranças aos seus pais
(13) homem
(14) "uomo" = homem
(15) farmácia
(16) pharmacia
(17) Bahia
(18) baiano
(19) Para que vamos simplificar se podemos complicar?
Para que melhorar se assim está ótimo para nós?

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site www.cafundo.site.br.com.

Nota - Este artigo foi publicado pela primeira vez em 31.08.1996 no jornal Nossa Terra de Itapetininga.

Gramática Tradicional x Lingüística - II

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho

Através das palavras e dos enunciados numerados da lista exemplificativa no final deste artigo, pretendemos fazer uma reflexão envolvendo os estudos antigos e recentes sobre a língua portuguesa.

Por que a Lingüística faz parte das ciências humanas? As ciências humanas têm por objetivo compreender melhor o ser humano. Assim como o ato de aprender a andar de uma criança é um comportamento humano, a fala é também um comportamento humano estudado pela Lingüística que tem um ramo especial só para estudar este comportamento humano chamado Psicolingüística. A Lingüística, portanto, faz parte das ciências humanas e não está, como a Gramática Tradicional (= GT), ligada à Arte, à Literatura. Em algumas faculdades brasileiras, o curso de Lingüística já está separado do curso de Letras.

Por que os exemplos literários não servem para a Lingüística? Como artistas da palavra, os escritores e poetas praticam certas liberdades que fazem parte de sua criação artística. Dentre estas, está a geração de enunciados artificiais. Um exemplo de artificialismo, de falta de espontaneidade é a chamada topologia pronominal pela GT (1). Não é com enunciados artificiais dos escritores que vamos entender melhor o ser humano. Os escritores geram textos escritos. Se forem ao açougue e pedirem ao açougueiro o que desejam através de enunciados artificiais, como costumam fazer em seus escritos, eles não serão entendidos e vão causar muita estranheza ao açougueiro. Eles vão ter que usar a oralidade para serem bem sucedidos em sua comunicação. A característica principal da oralidade é a espontaneidade. Se não considerássemos a oralidade, não conseguiríamos elaborar a nossa tese de Doutorado sobre a "cupópia", a fala do Cafundó que tem enunciados como (2) sem concordância verbal.

Qual a conseqüência da ligação da GT com os escritores? A GT formula regras de acordo com os enunciados destes. Como conseqüência, as regras são também artificiais como são os enunciados destes. Assim, as regras são anti-científicas. Ao contrário, a Lingüística formula regras partindo do natural, do espontâneo, do real. A Lingüística vê naturalmente a ordem das palavras em (3), mas rejeita a ordem de (1) e (4).

Por que muitas GT vêm acompanhadas dos rótulos contidos em (5)? São rótulos comerciais que só podem significar que estas foram editadas recentemente. O conteúdo destas, porém, está ultrapassado cientificamente.

Por que nenhuma teoria, mesmo que renovada, é válida para a melhoria da capacidade expressiva do aluno? Não é através da memorização de uma nomenclatura (aliás, bastante imprecisa na GT) que o aluno vai atingir tal objetivo. Não é através da memorização dos vários nomes das peças de um motor de um carro que uma pessoa vai atingir o seu objetivo de aprender a dirigi-lo.

Lista de palavras e enunciados

(1) O jogo realizar-se-á às 16h
(2) Os tata cupopiô
Os home falou (tradução literal)
(3) O menino.....
(4) Menino o.....
(5) nova, moderna

(*) Sílvio Vieira de Andrade Filho (vieira.sor@terra.com.br) é lingüista, historiador e autor da dissertação de Mestrado "Definido? Uma Proposta Textual para a Descrição do O em Português" e dos livros "Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores", Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba, 2000 (tese de Doutorado na USP com a segunda edição em 2009), "Guareí" (2004) e "Itapetininga" (2006). Mais informações no site www.cafundo.site.br.com.

Nota - Este artigo foi publicado pela primeira vez em 21.09.1996 no jornal Nossa Terra de Itapetininga.

(*) Equipe VIVAcidade - 03.04.2014

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