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21.11.2011. Artigo: IDH - a fantasia rasgada

 (*) Daniel De Bonis

O governo brasileiro parece ter declarado guerra ao IDH, o índice produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Pnud - que compara os países segundo seu progresso em três dimensões: educação, saúde e renda.

A posição do Brasil, 84º colocado numa relação de 187 países, não agradou nada o comissariado federal. Segundo o ministro Gilberto Carvalho, o ex-presidente Lula se declarou "iradíssimo". A ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello, culpou o uso de "dados desatualizados" pelo Pnud, e o sempre diligente Ipea soltou uma Nota Técnica criticando o órgão da ONU.

É rotina que estatísticas de órgãos internacionais sejam questionadas pela autoridade nacional de plantão, qualquer que seja o partido. Mas desta vez a reação foi maior, desproporcional. Como admitir números como esses, após tanto tempo de autoglorificação, sob os efeitos entorpecedores dos ambientes palacianos, da publicidade governamental, do puxa-saquismo dos movimentos sociais cooptados, e do neo-ufanismo em voga até nas propagandas de uísque? O Pnud deu um choque de realidade no governo brasileiro, e sua primeira reação foi a pura e simples negação.

Fora deste pequeno (mas poderoso) universo dos inebriados pela própria retórica, a surpresa com os frustrantes resultados brasileiros não foi tão grande assim.

O Brasil obteve a 84ª colocação entre 187 países, não apenas muito atrás de vizinhos como Argentina (45ª), Uruguai (48ª) ou Chile (44ª), como abaixo de países como Jamaica (79ª), Peru (80ª) e Equador (83ª). Quando se abre o índice por seus componentes, a conclusão é simples e inescapável: nossos sistemas de educação e saúde são ainda muito ruins, e estão avançando devagar demais.

Embora não seja possível comparar o resultado com rankings anteriores, devido a mudanças metodológicas e inclusão de outros países nesta edição, a velocidade do progresso brasileiro é decepcionante: 0,69% de avanço médio por ano na última década, menor que nossa média nos últimos trinta anos e equivalente ao aumento médio dos países de mesmo nível de desenvolvimento no período. Enquanto isso, Índia e China avançaram 1,56% e 1,43% por ano, respectivamente - duas vezes mais rápido que nós.

Nesta última edição, o Pnud incluiu uma análise interessante - o IDH ajustado pela desigualdade. Se ponderado por esse critério, o índice brasileiro perde 27,7% do seu valor, o equivalente a 13 posições no ranking. Ou seja, pela primeira vez quantificou-se o peso da nossa desigualdade sobre o desafio do desenvolvimento, e ele ainda é grande.

As críticas feitas pelo Governo ao estudo do Pnud simplesmente não se sustentam. Fez-se muita celeuma na mídia a respeito de supostos dados desatualizados, sem esclarecer que este problema se referia a outro índice calculado pelo ONU, o Índice de Pobreza Multidimensional - IPM, que nada tem a ver com o IDH e não afeta o seu resultado.

Já a Nota Técnica produzida pelo Ipea consegue a proeza de discorrer por cinco páginas sobre o relatório do Pnud sem fazer referência a um único número. Em nenhum momento se aponta como ou porque as estatísticas utilizadas pela ONU estariam erradas; as queixas se resumem a supostas falhas no processo de consulta aos países para discussão e elaboração de indicadores. Ora, o Pnud disponibiliza publicamente em seu site, em detalhes, a metodologia utilizada; certamente um órgão que possui pesquisadores de alto nível como o Ipea não teria dificuldade em refazer os cálculos, se estes estivessem realmente errados.

A questão é outra, de fundo mais político (e talvez psicológico) que metodológico: os números do Pnud rasgaram a fantasia do discurso oficial.

(*) Daniel De Bonis é Mestre em Administração Pública e Governo pela FGV, com experiência em planejamento e gestão pública.

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