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19.01.2010. China: A "tribo das formigas" profissionais

 (*) Agência de Notícias

Pequim – Todos os dias, Yang Hongwei sai do trabalho e pega um ônibus para voltar para casa, e no caminho observa em silêncio as residências de estilo europeu, os carros de luxo e as luzes brilhantes dos centros comerciais da capital da China. Esse jovem de 25 anos, natural da província de Heilongjian, sonha com uma vida igual à que vê da janela do ônibus, sem pobreza, e essa esperança o mantém em Pequim desde que se formou na universidade, há três anos.

Mas logo Yang tem que descer do ônibus para a realidade de sua vida, um punhado de maltratados edifícios agrupados junto a ruas cheias de lixo do povoado de Tangjialing, ao norte de Pequim. Caminha rapidamente para a casa onde aluga um quarto de aproximadamente dez metros quadrados, pelo equivalente a US$ 81 mensais, cerca de um quinto de seu salário. “A casa é muito fria porque não tem calefação central, mas estou me acostumando”, diz enquanto ajusta sua roupa abrigada ao corpo.

Muitos de seus companheiros universitários, e também inquilinos de Tangjialng, devem suportar o inverno da mesma maneira. Também têm de suportar a solidão, em uma sociedade regida pelo dinheiro como é Pequim. “Como posso sair com uma garota? Isso custa dinheiro”, afirma. Yang não sai com uma desde que chegou à capital, em 2006, depois de se formar no Instituto do Petróleo Daqing, em Heilongjiang.

A frustração que Yang sente com sua vida é compartilhada por muitos jovens recém-formados que se mudaram para cidades como Pequim, e possuem baixa renda. Em conjunto, são conhecidos como a “tribo das formigas”, termo cunhado por sociólogos chineses para descrever a luta dos jovens que, armados com seus diplomas universitários, se dirigem às cidades com a esperança de encontrar uma vida melhor, mas, na realidade, encontram empregos mal remunerados e péssimas moradias.

Moram em locais como Tangjialing por causa dos alugueis baratos. Este povoado, por exemplo, tinha três mil habitantes, mas a população aumentou para 50 mil pessoas com a entrada da nova “tribo das formigas”. “São como formigas: engenhosos, fracos e vivem em grupos”, explicou o sociólogo Lian Si, que é pesquisador do Centro de Assuntos Chineses e Internacionais da Universidade de Peking, que estudou o fenômeno. Lian dirigiu uma equipe de mais de cem estudantes de pós-graduação para acompanhar as populações de cidades universitárias como Pequim, Xangai, Guangzhou, Wuhan e Xian.

Em seu livro “A tribo das formigas”, publicado em setembro, Lian estima que a população total, que reúne essas características nas principais cidades, é de um milhão de pessoas em toda a China. Somente em Pequim, encontrou cem mil. A maior parte da “tribo” procede de famílias rurais pobres e aceita empregos temporários e salário baixo, como agentes de seguros, representantes de vendas de produtos eletrônicos e garçons em restaurantes. Alguns estão subempregados ou desempregados.

Lian, que também é professor-adjunto na Universidade de Negócios Internacionais e Economia, com sede na capital, prevê que um mercado de trabalho cada vez mais desafiador será testemunha de um crescimento maior dessa tribo. A quantidade de jovens com diploma universitário na China, com idades entre 22 e 29 anos, está aumentando desde 2003, quando no país houve um enorme aumento das matrículas nos centros de ensino superior. Espera-se que outros 6,3 milhões de graduados se unam aos trabalhadores migrantes e outros caçadores de empregos, no que promete ser uma feroz competição por trabalho este ano.

Além das más condições de vida, a “comunidade de formigas” enfrenta a falta de segurança social em Pequim, onde o salário médio oficial foi de US$ 586 por mês em 2008. O membro médio da tribo ganha apenas metade desse valor. Como no caso de Yang, o casamento, pelo menos no momento, não parece ser uma opção para “as formigas”, 93% das quais são solteiras, estima Lian. O aumento nos preços da habitação e dos alugueis os leva para quartos baratos de dez metros quadrados, ou menos, nas aldeias. O valor de um único quarto no centro pode ser de, pelo menos, US$ 293 por mês, equivalente a todo o ganho mensal de um migrante jovem.

Moradia barata significa uma longa viagem em coletivos lotados para chegar ao trabalho. Há apenas seis linhas de ônibus ligando Tangjialing com o centro de Pequim. “É difícil entrar no ônibus”, conta Yangh, que trabalha para uma empresa de programas de informática em Zhongguancun, conhecida como “Vale do Silício da China”, em referência ao vale no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde ficam grandes multinacionais da área eletrônica. Para ele e muitos outros migrantes jovens, sua busca pelo sonho urbano é a única maneira de conseguir uma vida melhor para suas famílias em seus povoados de origem.

Voltar às suas comunidades rurais equivale a admitir que não puderam cumprir seus objetivos nas cidades. Assim, determinadas a concretizar seus sonhos, as “formigas” mudam de emprego duas vezes por ano, em média, em busca de melhor salário e desenvolvimento pessoal. Yang diz que trocou de emprego várias vezes nos últimos três anos, e que agora pretende deixar o atual. Está otimista sobre conseguir um outro em breve, porque foi chamado para oito entrevistas em uma semana, em resposta ao envio do currículo.

A perspectiva de conseguir trabalho melhor remunerado o mantém com esperanças de logo se mudar de Tangjialing. “Mas, para isso é preciso dinheiro. Um sujeito que vivia no andar de cima, ficou na aldeia durante três anos. Depois comprou uma casa no centro, quando foi promovido a gerente de departamento”, conta com certa inveja. “Quanto a mim, fixei prazo de mais três anos em Pequim. Se não conseguir melhorar minha situação, voltarei para meu povoado natal”, afirmou.

Por Chen Siwu e Li Yahong.

(*) IPS

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