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17.10.2008. A introdução da metalurgia no Brasil

 (*) Helton de Bernardi Pizol

O Brasil do século XXI destaca-se como um dos maiores produtores de ferro do mundo. Mas, a fabricação de ferro ou as suas tentativas remontam ao começo de nossa colonização. Os primeiros registros da fabricação do ferro são do século XVI, sendo o jesuíta Padre José de Anchieta o primeiro a reportar a seus superiores e ao rei de Portugal a existência de depósitos de minério de ferro no interior da Capitania de São Vicente.

Muitas forjas foram construídas pelos jesuítas no interior do Brasil, sendo tomado todo cuidado no sentido de não se ensinar os segredos da metalurgia aos índios, pois os jesuítas temiam que, com tal conhecimento, os índios construíssem espadas, flechas e outras armas que poderiam ser usadas contra os colonizadores portugueses.

Em 1586, forjas e ferreiros começaram a surgir no interior dos sertões onde foram descobertos minérios de ferro na região, hoje estado do Maranhão.

Um dos lugares mais importantes no contexto do ferro localiza-se na região de Sorocaba, SP, em um lugar conhecido como morro de Ipanema, na cidade de Araçoiaba, lugar também conhecido como Arraraçoiaba, Byraçoiaba, Ibyraçoiaba, Guaraçoiava, Arasojava, etc. A palavra Araçoyaba ou Açoyaba, de ara tempo, significa anteparo, coberta, chapéu. A palavra era utilizada em São Paulo e em Minas Gerais para designar montes isolados que tinham a forma de uma copa de chapéu.

Nesse morro, o alemão Eschwege, que veio junto com o alemão Varnhagen na missão Eschwege no século XIX para trabalhar com o ferro, afirmava que Anchieta conhecia a riqueza do morro, acreditando possuir minérios dos mais variados, havendo escrito em metáforas “A fim de estimular o povo a procurar o Uvutucavaru” (morro em forma de cavalo).

No local, foi descoberto um cemitério indígena possivelmente da tribo guaranis com igaçabas (urnas funerárias) junto a um córrego, abaixo da Fábrica de Hedberg, sueco que veio ao Morro de Ipanema também no século XIX. Os moradores indígenas chamavam o morro de “esconderijo do dia”. Acreditava-se que na ponta do morro, perto de uma lagoa chamada Lagoa Dourada, haviam tesouros enterrados.

Em 1589, Afonso Sardinha descobriu os depósitos de minério de ferro em Araçoiaba, mas seu filho Afonso Sardinha Filho foi quem, em 1590, construiu duas forjas catalãs para a produção de ferro que foram mais tarde doadas por ele ao governador de São Paulo D. Francisco de Sousa. Em 1599, Sardinha Filho visitou o morro, retornando somente em 1601.

Nos séculos posteriores, apesar de tentativas frustradas, o Alvará 1785 de D.Maria I proibiu a existência de manufaturas e fábricas de ferro no Brasil, reprimindo um pouco a institucionalização da fabricação de ferro no Brasil, embora saibamos que existiam várias forjas trabalhando mesmo com a mencionada proibição.

Na região de Sorocaba, em 1783, o capitão-mor da Vila de Sorocaba Cláudio Madureira de Cavalheiros envia carta ao ministro português Martinho de Melo Castro, solicitando autorização para estabelecer uma fundição de ferro próximo a Sorocaba, situação que mudaria 12 anos mais tarde com a vinda de João Manso Pereira.

Em 1795, houve permissão da rainha para que se abrissem minas de ferro no Brasil. Em 1796, João Manso Pereira, químico e professor de gramática do Rio de Janeiro, é enviado a Ipanema para examinar o lugar, demarcar os bosques, verificar a qualidade das árvores para fazer carvão e indenizar os particulares quando necessário haver desapropriação. Não tendo os conhecimentos técnicos esperados para os trabalhos, ele foi dispensado em 1801; tenho a observar que a falta de técnicos, de serviços especializados e de escolas foi um problema à época nas mais diversas áreas do saber em nosso país e que ainda hoje espera por reparação.

Em 1802, Martim Francisco de Andrada, irmão do famoso José Bonifácio de Andrada e Silva considerado o patriarca da independência, é nomeado Inspetor das Minas e Matas da capitania de São Paulo por mérito de ter escrito dois trabalhos sobre o aproveitamento das minas de ferro de Sorocaba: “Jornal de Viagem por diferentes vilas até Sorocaba” e “Memórias sobre as minas de ferro de Sorocaba”.

O Conde de Linhares tomou conhecimento das obras de Martim Francisco e, sabendo da existência da Missão Eschwege em Portugal, na siderúrgica Figueiró, e dos vinhos e dos bons frutos lá produzidos, pede a vinda do alemão Friederich Wilhem Guilherm Varnhagen.

Varnhagen vêm em 1809 e em seu relatório dirigido ao Conde de Linhares ele diz estar impressionado com a quantidade de minério existente em Ipanema, fundando-se em 4 de dezembro de 1810 o Estabelecimento Montanístico de Extração de Ferro das Minas de Sorocaba.

A missão sueca chega em dezembro 1810 sob chefia de Hedberg, sendo contratado por 10 anos e com o salário de 4000 cruzados anuais. Durante o período de sua direção, constrói 4 fornos no estilo “blanofen” (forno azul ou forninhos), o que divergia muito das idéias de Varnhagen que desejava construir dois altos-fornos, a mais alta tecnologia empregada na Europa no século XIX.

Hedberg é despedido conforme Carta Régia de 27 de setembro de 1814, ficando em seu lugar Varnhagen que, no dia 1º de novembro de 1818, consegue instalar os altos-fornos e nestes fundir ferro até 2 de junho de 1821 quando terminou sua vigência no cargo.

(*) Helton de Bernardi Pizol é professor de História na rede estadual de ensino de São Paulo e mestrando em História da Ciênca pela PUC-SP.

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