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19.08.2008. Existe legitimidade ética em rodeios?

 (*) Rodrigo Barchi

Há muito tempo os pressupostos básicos de boa parte da religião e da ciência nos dizem que os animais estão sobre o planeta para ser usados ao bel prazer do ser humano: alimentos, roupas, calçados, cobaias de laboratórios, companhia, diversão.

Conseqüente a esse fato, todos os anos bilhões de animais são assassinados, torturados, isolados, trancafiados, violentados e privados de sua vida natural, em nome da cultura, da gastronomia e do conhecimento técnico.

Grandes e intensos debates estão sendo travados nas últimas décadas entre os defensores dos direitos dos animais e as grandes empresas (sempre representadas por seus batalhões de pesquisadores científicos) sobre a legitimidade do uso de animais; discussões que ganham cada vez mais notoriedade e espaço nos mais diversos âmbitos da sociedade.

Um último exemplo foi na 60ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência), a qual, tendo como um dos eixos temáticos justamente o uso de animais em laboratórios, ganhou certo destaque na mídia justamente pelas ações dos grupos de defesa animal; os quais, buscando visibilidade em um debate marcado somente pela presença de entusiastas pela continuidade do uso de cobaias, foram responsáveis por atirar uma lata com tinta vermelha sobre uma professora membro das mesas de conferência.

Uma grande quantidade de vertentes e complicadores envolve o debate relativo ao uso de animais em pesquisa e gastronomia. Por um lado, existe um grande lobby das empresas que dependem dessas atividades e conseguem inserir seus interesses na formulação das leis, graças ao labiríntico caminho da burocracia nacional; por outro lado, é cada vez maior o número de pessoas que contestam a legitimidade ética dessas ações, e se envolvem na luta política pela ampliação dos direitos e da liberdade dos animais.

Mas em relação ao uso de animais para atividades "culturais" e de lazer, fica quase impossível encontrar algum argumento sério por parte dos promotores e apreciadores dessas atividades. O discurso é extremamente frágil, o qual passa por uma definição míope, distorcida e ilegítima de cultura.

No mundo, são incontáveis os exemplos desse tipo de barbárie travestida de tradição e esporte: do massacre de bisões das pradarias norte-americanas até a caça de aves migratórias na Europa; das lutas injustas de ursos desdentados e sem unhas contra manadas de cães no Cazaquistão e Afeganistão até as brigas de galos no sertão do Nordeste brasileiro; das chacinas nas arenas de touradas espanholas às rinhas de pit bulls nos mais diversos centros urbanos globais; da caça às raposas no Reino Unido até o uso de animais em circos (fruto do tráfico de animais ao redor do globo); da farra do boi em Santa Catarina e corrida de touros em Pamplona até os rodeios nos EUA e Brasil.

Com o grande aporte teórico, técnico, filosófico e ético do século XXI, causa estranhamento, consternação, e até horror o fato de termos ainda que nos defrontar, em nossa própria urbe, com algo como o rodeio, cuja atividade tem ressonância do "pão e circo" de Roma Antiga; ou de algum lugar da Idade Média, onde alguns animais eram considerados tão inimigos, a ponto de serem vistos como cúmplices de Lúcifer.

Mais espanto também causa a aparente apatia do Ministério Público da cidade, sendo que uma lei, aprovada em dezembro de 2007 (LEI MUNICIPAL Nº 8354, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007), é extremamente rígida quanto à utilização de animais nesses eventos, proibindo o uso de qualquer dispositivo que incomode o animal com o intuito de pular. Haverá uma fiscalização séria, eficiente e honesta para que a lei seja respeitada? Sendo assim, será que os bois pulam ao sentirem cócegas no pescoço?
Ou acima da lei, da legitimidade ética e dos direitos animais, estão os interesses financeiros de grandes instituições da cidade, como o do local do evento, ou do jornal de maior circulação na cidade, que apóia a festa?

Ainda precisamos provar alguma superioridade sobre os animais, os quais, além de não terem feito nada de mal aos seres humanos, são vítimas de preconceito especista, vaidade humana e indecência ética? Será que temos tanto medo de nossa fragilidade sobre o planeta a ponto de ter que mostrar para nós mesmos o quanto somos fortes e superiores, quando, na realidade, não somos?

Não está na hora de encararmos o desafio ético dos seres humanos para com a responsabilidade em relação ao planeta e aos outros seres vivos, numa perspectiva de novas formas de cultura e vivência, desvinculadas da escravidão e exploração que fazemos há séculos com os animais?

(*) Rodrigo Barchi é geógrafo, especialista em Educação Ambiental pela USP/São Carlos, Mestre em Educação pela Universidade de Sorocaba, e militante ecologista.

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