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OAB-SP - Abaixo Assinado Eletrônico
 
10.07.2008. Em apoio aos abrigos de animais

 (*) Rodrigo Barchi

"Pensa na escuridão e no grande frio que reinam nesse vale, onde soam lamentos" (Brecht, Ópera dos três vinténs).

Contra a barbárie e em apoio aos abrigos de animais!

Tanto a ecologia política quanto as perspectivas ecologistas de educação, influenciadas pelos movimentos antimilitaristas e pacifistas pautam-se, entre outras preocupações, no combate à barbárie instituída atualmente. Instalada na contemporaneidade, pode ser exemplificada, entre outros fatos, na xenofobia, no racismo, na intolerância, na violência cotidiana, no constante estado de guerra no qual o mundo está imerso, na degradação ambiental, e na miséria social, econômica e cultural das pessoas.

Diversos pensadores, em épocas e olhares distintos, como Giambattista Vico, Charles Fourier, Karl Marx, Rosa Luxemburgo, e, em especial, Walter Benjamim e Cornelius Castoriadis, discutiram a barbárie como fenômeno que instaura a brutalidade nas relações humanas, e entre essas e o planeta, impossibilitando e arruinando as possibilidades de convivência.

Essa barbárie não afeta diretamente somente os seres humanos, mas também as outras formas vivas do planeta, principalmente os animais. Não obstante, já perdemos as contas das espécies que estão seriamente ameaçadas de extinção, e mesmo as que já foram extintas. As duas espécies recentemente perdidas foram o boto do Rio Yang-Tsé (o Baiji), e a Foca-monge-caribenha.

Além dos animais selvagens, sofrem também os animais considerados domésticos. Milhões de cães, gatos, pássaros e outros "pets" são abandonados nas ruas das cidades todos os anos, estando sujeitos às intempéries, atropelamentos, espancamentos, seqüestros e mutilações para pesquisa científica (vivissecção), entre outros fins.

Ao mesmo tempo, as mais diversas iniciativas são criadas para proteger os animais. Sejam elas organizações do terceiro setor que têm uma política de doação e castração, sejam abrigos provisórios até que os animais sejam adotados pelos seus padrinhadores definitivos. Como o número de animais constantemente é maior que o número de adotantes, então geralmente ocorre excesso. Enquanto esses animais não encontram novas moradias, muitas vezes ficam em casas de voluntários ou participantes dessas instituições (fato que, por experiência própria, muitas vezes modifica completamente o cotidiano, por exigir tempo, cuidados veterinários, despesas imprevistas). O que não é suficiente, pois é impossível atender a demanda.

Portanto, inúmeras instituições possuem abrigos como forma de proteger esses animais. Muitas vezes estão superlotados, e necessitam da boa vontade e da solidariedade de pessoas que contribuem com ração, recipientes, cestas básicas, roupas e materiais de construção para os canis. Um dos casos mais conhecidos é o da SUIPA, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, que abriga, aproximadamente, dez mil animais (entre eles cães, gatos, cavalos, bodes, galinhas, macacos) os quais são poupados de um possível extermínio, além de possuírem acesso à água, comida, cuidados veterinários e a possibilidade permanente de serem adotados enquanto estiverem nesses abrigos.

Talvez por falta de uma melhor instrumentação profissional, teórica e ética, são feitas muitas críticas distorcidas e tecnicamente mal-fundamentadas contra os abrigos; as quais, infelizmente, influenciam ações de outras pessoas que denunciam caluniosamente, impulsionadas por más intenções ou interpretações equivocadas. Em Sorocaba, conhecemos alguns casos - como o da protetora Dirma Leite, do Marcos Aurélio de Moura, do C.A.P.A. - que tiveram os seus árduos trabalhos brutal e covardemente interrompidos devido a essa mentalidade. Muitos protetores ficam constantemente apreensivos devido ao risco de novas falsas e antiéticas denúncias serem feitas. Por isso e outros motivos, esses protetores são obrigados a se manter no anonimato, não podendo desenvolver livremente seu trabalho.

Os membros de instituições que não acreditam que os abrigos possam ser locais adequados para a sobrevivência dos animais (como publicado no periódico sorocabano Cruzeiro do Sul, em 26/06/2008), e que os consideram "depósitos", deveriam, portanto, ser mais competentes em suas ações, e doar TODOS os animais abandonados. Ou perceber que no momento de barbárie em que nos encontramos imersos, todas as ações de proteção são válidas, e deveriam ser respeitadas e apoiadas, e não julgadas, denunciadas e condenadas. Deveriam entender que esses locais funcionam como forma de proteger os animais do desprezo e maus-tratos públicos, da má vontade política e corrupção da maior parte de nossas "autoridades", e da extrema burocracia que impede ações efetivas por parte de pessoas comuns. Se acreditam que a situação dos abrigos é ruim, AJUDEM!

Uma das mais descabidas acusações que se faz, invariavelmente, aos abrigos, é que os animais praticam canibalismo como forma de sobrevivência. Além de não ser fato comprovado e sem sentido pelo próprio fim desses abrigos, deveríamos lembrar que, como é constantemente e amplamente divulgado por instituições sérias que lutam pelos direitos dos animais (como Instituto Nina Rosa, Grupo Veddas, Holocauto Animal, ALF, entre outros), e que já foi retratado com grande brilhantismo pelo filme Earthlings! (Terráqueos!), muitas vezes o próprio bacon, ou o frango à mesa de almoço tem origem canibal, já que diversos casos de canibalismo ocorrem em grande número de criadouros de suínos e avinos ao redor do mundo, devido às péssimas condições em que se encontram esses locais. Também temos como exemplo a "vaca louca", doença dos bovinos, causada pela incorporação da carne de outros bovinos à ração.

Se os abrigos não resolvem os problemas dos animais, o que explica, portanto, a popularidade e a reconhecida legitimidade de instituições brasileiras e internacionais que apóiam e/ou mantém abrigos? É o caso de: Rancho dos Gnomos (SP), UIPA (SP), SUIPA (RJ), Chácara Meus Amores (SP), Abrigo dos Bichos (MS), Quintal São Francisco (SP), Projeto GAP (SP), Abrigo Animal (Joinville-SC), ADA (Patrocínio-MG), Projeto Vira-lata é Dez (SP), Associação Vida Animal (Atibaia-SP), Associação Amigos dos Animais (Votorantim-SP), Projeto Tamar (que funciona também como espécie de abrigo para tartarugas que não podem ser devolvidas à natureza), Fundação BOS (Orangotangos Asiáticos), Fundação Mona (Chimpanzés na Espanha), Santuário dos Bonobos, no Congo, Calvin Ayre Foundation (Ursos dançantes da Europa e Ásia Central), Animal Liberation Front, Release and Restitution, entre outras, pois a lista é muito grande. Não incluindo também as empresas que apóiam essas iniciativas.

Um último exemplo: caso seja aprovado o projeto de lei 7.291, de 2006, que proíbe o uso de animais em circos, para onde irão os animais que serão abandonados? Haverá espaço suficiente nos zoológicos para todos? Serão mandados de volta para a África e a Ásia e sobreviverão em seus habitats naturais após anos de reclusão? Não. Serão os santuários e recantos que funcionam como abrigos que irão receber boa parte desses animais.

Se o poder público vier a assumir uma política anti-abrigos, fundamentada em noções equivocadas de uma minoria, estabelecendo uma "caça às bruxas", ao invés de buscar uma postura solidária de parceria e apoio, oferecendo assistência veterinária, castração gratuita e amplos programas de proteção e adoção, com um caráter humanitário e ecológico, o risco de graves injustiças se ampliará. Levará a um aprofundamento da barbárie que se estende no período contemporâneo, pois milhões de animais seriam inevitavelmente sacrificados, e o esforço de milhares de pessoas sérias, dedicadas e competentes estaria comprometido.

(*) Rodrigo Barchi é geógrafo, especialista em Educação Ambiental pela USP / São Carlos, Mestre em Educação pela Universidade de Sorocaba, militante ecologista e vegetariano.

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