(*) Luís Renato Cruz Vieira de Andrade
Os sites de cidades de países desenvolvidos acabam sendo menos prestativos, pois a própria estrutura interna destas cidades possui ampla capacidade de atendimento ao turista, incluindo as Embaixadas espalhadas por todo o mundo onde é possível receber informações sobre estas cidades em forma de livretos, guias, mapas, etc. São cidades que possuem uma população local já preparada para tratar bem o turista. Os habitantes locais são educados para isso, pois já há uma tradição de receber turistas. As cidades são bem sinalizadas, organizadas, etc.
Já no Brasil, por termos uma cultura diferente, os sites como o VIVAcidade devem naturalmente provocar uma estruturalização melhor das cidades, e não o processo inverso, como ocorre nestas cidades mais desenvolvidas. O próprio Ministério do Turismo, com toda a estrutura e recursos, lamentavelmente, não possui informações completas sobre as cidades do Brasil que recentemente começaram a pensar no progresso através do desenvolvimento sustentável. A população por sua vez torna-se cada vez mais consciente de seus direitos enquanto contribuintes, consumidores e eleitores. Não é preciso lembrar que o acesso à internet também reflete o nível de conscientização crescente que o país vem sofrendo nos últimos anos.
Podemos concluir que em países desenvolvidos muitos sites de cidade são passivos, incompletos e despreocupados, mas a sua estrutura urbana e política é ativa e funcional. Já em países como o Brasil, onde a população e a própria infra-estrutura ainda não estão preparadas para receber turistas, os sites tornam-se ferramentas que ativam a cidade e provocam a opinião pública e os setores responsáveis a tomarem as devidas providências quanto à estrutura da cidade. Ou seja, sites como o VIVAcidade podem ser responsáveis por deixar as questões do turismo e da estrutura urbana mais evidentes à população e, conseqüentemente, aos órgãos do governo local. Daí sim se espera que estes órgãos tomem ações políticas para tornar a cidade mais receptiva às reivindicações turísticas e dos cidadãos locais.
(*) Luís Renato Cruz Vieira de Andrade é diretor do VIVAcidade em Sorocaba
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